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Maria Vitoria foi a grande vencedora do concurso Miss Baby Destaque RS, em Blumenau (SC)

Na última semana, Maria Vitoria dos Santos Mostardeiro, de apenas dois anos e sete meses ganhou destaque nos jornais e sites de todo o País. A pequena venceu um concurso de beleza realizado no final do mês de março, em Blumenau (SC), que repercutiu na semana passada. Maria tem síndrome de Down e disputou a faixa de Miss Baby Destaque RS com crianças sem nenhuma deficiência, o concurso abrangeu categorias com diversas idades.

Moradora de Cidreira, no litoral norte do Rio Grande do Sul, sua mãe, Tatiane da Silveira dos Santos, 34 anos, além de grande incentivadora, é também que vem lutando contra o preconceito e pela conscientização da população a respeito do potencial das pessoas com síndrome de Down.

Com o título, a pequena poderá participar do evento nacional, o Miss Baby Brasil, que está previsto para acontecer no mês de setembro, em São Paulo. A mãe, que não tem recursos para custear a viagem, já estuda falar com o prefeito da cidade e procurar outras formas de arrecadar o valor. Para ela, as conquistas da filha podem ajudar a levar conhecimento sobre a síndrome de Down à população.

 “Quero mostrar que as crianças com síndrome de Down também têm capacidade para realizar sonhos. Os pais têm que ter força de vontade para estimulá-las. Elas podem se desenvolver bem, podem fazer tudo que uma criança normal faz”, afirmou a mãe na entrevista cedida a revista Versar.

Outro esforço de Tatiane foi reunir-se com prefeitura da cidade para tentar abrir uma unidade da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) na cidade. Para tirar o projeto do papel várias ações já estão previstas.

Fonte: Revista Versar e revista Pais&Filhos

Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução

Síndrome de Down é tema do Programa Especial da TV Brasil

Neste sábado (27), às 12h30, o Programa Especial da TV Brasil terá como tema a Síndrome de Down na infância e adolescência. Através de histórias reais, o programa mostra essas duas fases da vida. A repórter Fernanda Honorato entrevista a pequena Poliana, que tem apenas cinco anos, e a sua mãe, a psicóloga Monique Fernandes.

Monique trabalhou com inclusão em uma turma escolar do primeiro ano Fundamental e fala sobre o assunto. Na conversa, ela também conta sobre o nascimento da filha e como é a relação da menina com o irmão mais velho, Arthur.

Para mostrar o inicio da adolescência a equipe acompanha um ensaio fotográfico com a jovem modelo, Anna Kieffer, de 13 anos. Ela apresenta suas amigas, mostra um pouco do que faz no seu dia a dia e conta como foi o início de sua carreira.

Fernanda Honorato conversa ainda com a Daniela Cavalheiro, que concilia a maternidade com a direção de um movimento de apoio aos familiares de crianças com síndrome de Down. Daniela é mãe da Cecília, de seis anos.

Fernanda Honorato entrevista Daniela Cavalheiro, mãe da Cecília
Foto: Reprodução Facebook/ TV Brasil

Fonte: Tv Brasil

Fotos: Divulgação/ Reprodução Facebook

Bia Rocha fala sobre a saúde mental das pessoas com sídrome de Down

Cuidar da saúde mental é tão importante quanto da física, pois é fundamental para manter o equilíbrio das funções do cérebro, responsáveis por nossas emoções e comportamento. Além disso, interfere diretamente no bem-estar social.

Pensando na saúde mental de pessoas com deficiência intelectual e suas famílias, na qualidade de vida e na sociabilização entrevistamos a psicóloga e pedagoga, Bia Rocha, que há muitos anos atende pacientes com síndrome de Down e outras deficiências intelectuais.

Down é Up: As pessoas com Síndrome de Down geralmente são muito alegres, como lidar com algum caso que seja totalmente oposto, como uma depressão?

Bia Rocha: Como TODOS, as pessoas com síndrome de Down tem momentos de maior ou menor alegria,  momentos de maior ou menor tristeza e também podem passar por processos depressivos. O que diferencia as pessoas com déficit intelectual para aquelas que não tem o deficit, recai  na forma de expressar o seu sentimentos ou seja, em função do deficit intelectual existe uma diminuição e até mesmo perda da percepção do crivo social,  isto é, de que forma e em qual lugar é adequado manifestar seus sentimentos socialmente  Aquelas que apresentam um quadro depressivo, a indicação é  buscar ajuda terapêutica e em alguns casos  medicamentosa como qualquer outra pessoa

D: É mais fácil trabalhar as dificuldades de um criança do que de um adulto?

Bia: Procuro olhar as habilidades e não as as dificuldades e dessa forma, as habilidades servem como andaimes que tornam possível a pessoa avançar, seja ela uma criança ou um adulto

D: Quais os desafios da profissão hoje?

Bia: Quando falamos em proposta de desenvolvimento pessoal, acredita-se que seja para todos ganharem, sendo assim,   o trabalho  deve acontecer com   todos os  envolvidos direta ou indiretamente, a pessoa com  síndrome de Down, sua família, a comunidade, os profissionais.

O grande desafio trata-se de uma mudança de olhar o que leva a uma mudança de atitude. Substituir o olhar assistencialista por um olhar de ajuda operante: o que eu posso fazer, com as competências que tenho para que essa pessoa saia de onde está vá para um andar acima?

Outro desafio fundamental, consiste em oferecer propostas às pessoas com deficiência intelectual, que possibilitem  uma amplitude de consciência, maior conhecimento de si e do outro, reconhecer suas habilidades e saber usá-las a seu favor.

D: Hoje a informação está muito mais acessível, você acha que o posicionamento da sociedade com pessoas que tem Síndrome de Down mudou? Estão mais receptivos?

Bia: Passamos por vários momentos, caminhando da integração a inclusão e hoje um novo momento, o momento em que falamos e vivemos a diversidade, não mais só ao que se refere às pessoas com deficiência mas sim, a todos os grupos minoritários

D: Quais os motivos mais frequentes para pais ou até mesmo adultos procurarem orientação de um psicólogo?

Bia: Falando sobre as pessoas com deficiência, a busca de ajuda por meio do processo psicoterápico acontece geralmente através dos pais, os quais,  apresentam diferentes demandas, seja para um melhor entendimento acerca de seu filho e desta forma, melhor poder ajuda-lo ou por perceber que esse filho por diferentes razões, poderia se beneficiar com a terapia

D: Existe um tempo de duração de um tratamento?

Bia: Não existe um tempo estimado para ocorrência de qualquer processo psicoterapêutico.

D: A partir de quantos anos você recomenda os pais procurarem um auxílio de uma psicóloga?

Bia: Não acredito que seja a idade que marca ou determina o início de um processo de psicoterapia mas sim, a percepção de que este recurso num dado momento, possa contribuir com desenvolvimento da pessoa

D: No tratamento você aconselha inserir a família, para melhores resultados?

Bia: Não vejo a possibilidade de um atendimento, seja psicoafetivo, psicossocial ou cognitivo, dissociado da família, dos contextos em que ela  circula e  dos profissionais que atendem ela naquele momento. A pessoa  é resultado de uma história de vida e dos ambientes em que se encontra, sendo assim,  o trabalho em rede passa ser o procedimento mais eficiente

D: Hoje está tudo bem mais acessível, mas mesmo assim existem muitas famílias que sofrem por falta de recursos financeiros. O que você aconselha a fazerem em relação aos filhos, amigos ou parentes com Síndrome de Down, para conseguir uma orientação de qualidade?

Bia: Mais do que aconselhar as famílias eu oriento os profissionais que abram em seus consultórios, uma porcentagem de atendimentos que se destinem a pessoas de baixa renda. Se falamos  em diversidade, devemos vive-la de fato.

D: Acredito que você já tenha passado por experiências fantásticas, o que mudou na sua vida, no seu olhar como pessoa e profissional ao lidar com pessoas, crianças e jovens com Síndrome de Down?

Bia: Realizo trabalho com pessoas com deficiência intelectual há 36 anos e foram muitas as contribuições que recebi como pessoa e profissional, entretanto, ressalto que entender que somos únicos em nossas necessidades as quais mudam de acordo com cada momento que vivemos e que devemos respeitar e sermos respeitados em nossas diferenças, foi a mais significativa delas.