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Proteção da pele na infância

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Proteção solar na infância

É bem comum encontrar pessoas que têm o hábito de usar protetor solar somente ao ir à praia, mas é preciso reforçar que o mesmo sol da praia é o mesmo de todos os outros lugares, todos os dias. A radiação é constante e o ao longo do dia acontece algumas oscilações. Portanto, quando os dermatologistas insistem no uso do protetor solar diariamente, não é nenhum exagero.

Pensando no período do ano que estamos, o verão, temos que estar ainda mais atentos. O Chico e as Marias têm idades diferentes, mas sempre tomamos todos os cuidados com a proteção da pele, mas uma dúvida surgiu e resolvemos pesquisar. Nos perguntamos: – “A proteção usada é a mesma em todas as fases da infância? ”.

Descobrimos, através do Guia de Fotoproteção na Criança e Adolescente, lançado em 2017, pela Sociedade Brasileira de pediatria (SBP), que existe para cada fase uma forma adequada para a proteção. No documento, é possível entender quais são os principais riscos relacionados à exposição ao sol e como deve ser essa proteção em cada faixa etária.

De acordo com o Guia, para os bebês abaixo dos seis meses de idade, recomenda-se evitar a exposição direta ao Sol, fazendo o uso de protetores mecânicos como sombrinha, guarda-sol, boné e roupa. Já para as crianças entre os seis meses e dois anos, os mais apropriados são os filtros inorgânicos (físicos) pela menor capacidade de provocar alergias, alta resistência à água e proteção imediata. Quando a criança completa dois anos, o recomendado é que sejam usados os filtros químicos infantis, mais conhecidos como protetores solares.  

A exposição solar excessiva sem proteção, segundo o Guia, oferece vários riscos à saúde, como câncer de pele e surgimento de lesões pigmentares na pele. Por isso, é fundamental que as atividades recreativas, a prática de esportes e toda ação com exposição ao sol sejam feitas tomando todas as medidas de proteção, mesmo nos dias de mormaço, dias nublados e de temperaturas mais baixas.  

A proteção contra os raios ultravioleta pode ser feita através roupas, bonés e óculos específicas para essa finalidade, são produtos que possuem proteção UV. Os especialistas explicam no Guia que o náilon, a seda e o poliéster têm maior fator de proteção do que o algodão, a viscose, o rayon e o linho. A explicação é que, quanto menor os espaços entre os fios do tecido e maior o peso e a espessura do tecido, maior a proteção. É importante ressaltar que, colorações escuras aumentam a proteção 3 a 5 vezes, e as roupas, quando molhadas, perdem metade do fator de proteção solar.  

O documento também aponta outro fator a ser considerado, que não é de conhecimento de todos, o nível de reflexão da superfície, que pode influenciar nos fluxos de Raio UV. Os autores do Guia destacam que, a maioria das pessoas desconhece, mas a grama, a areia úmida e o asfalto refletem a radiação UV, entre 1% a 5%; enquanto superfícies como a neve fresca podem refletir mais de 90% da radiação UV.  

Para ler o documento completo basta acessar a página da Sociedade Brasileira de Pediatria.