Neste post quero compartilhar um pouquinho do que assistimos no sétimo Simpósio Internacional da Síndrome de Down, com o titulo “Oportunidades”, que ocorreu no dia 24.03.2017, no Memorial da América latina, com a coordenação do Dr. Zan Mustacchi,

Foram 8 palestrantes que de forma objetiva apresentaram desde estudos científicos com pesquisas de medicamentos a questões psicológicas encontradas nos relacionamentos e cuidados compartilhados.

O dia iniciou com a palestra do Dr. Alberto Costa Jerusalinky, “Conquistas com modelos genéticos e resultados atualizados do momento terapêutico da síndrome de Down. Mitos e verdades”.

Ele apresentou o estudo da MEMANTINA, que é uma substância que tem chances de melhorar o resultado das avaliações neuropsicológicas, melhorar a cognição das pessoas com SD. Ela atua no Hipocampo, área do cérebro muito afetada na condição genética da trissomia 21, importante para a formação das novas memórias (memorias episódicas). A pessoa com SD tem um déficit neste memória, armazena menos do que uma pessoa sem SD, por isso o  atraso cognitivo.

Este estudo será aplicado aqui no Brasil, por uma equipe de médicos e profissionais da saúde, como fonoaudiólogos, pediatras, neurologistas e terá um grupo de 120 adolescentes a partir de 15 anos. Obviamente com um acompanhamento sério e de resultados e cuidados com efeitos colaterais e com aprovação na Anvisa.

O encontro teve a palestra do Alfredo Nestor Jerusalinsky, “Extensão e limites da casualidade genéticas e psíquica em Síndrome de Down”. Pontos como vulnerabilidade nos processos psicológicos da criança com SD e uma analise de como os pais estão no momento que descobrem a alteração genético no seu filho. Pontos importantes para o desenvolvimento psicológico familiar e da criança.

Outra profissional que abordou muito bem o ponto psicológico foi a Julia Serpa, “Cuidado compartilhado”, que frisou a importância do tripé, família, escola e terapeutas, colocando que a família estruturada e atenta e a base para o trabalho com os demais profissionais. A responsabilidade do acolhimento e sim da família, que deve se preocupar com uma intervenção precoce na criança, mas nunca esquecendo do afeto. Pais devem se tornar dentro do seu dia a dia disponíveis para seus filhos e sempre dar apoia.

A tarde seguiu com  as palestras, com Ricardo Barbuti, “ A importância dos probióticos na saúde”, assunto este que tratou o cuidado de uma alimentação com uma diversidade ampla de alimentos, cuidados com a ingestão de antibióticos, que acabam com a flora intestinal, além do uso de sacarina que pode causar diabetes. O eixo cérebro x intestino e primordial para prevenção de doenças.

Mais um palestrante José Salomão Schwartzman, “Autismo x Síndrome de Down, conceitos e novas oportunidades”. Existem sim casos de crianças com SD que são autistas, sendo que o diagnostico precoce é importante para se ter uma intervenção na primeira infância. Não é simples este rastreamento, como na condição da Trissomia 21 que é feito por um exame de sangue genético, mas algumas  análises comportamentais com relatórios de perguntas específicos e sessões com profissionais da saúde ajudam no diagnóstico. Lembrando que existe o TEA (Transtorno de espectro autista) e o TA (Transtorno autista), no segundo mais forte que o primeiro em alguns casos.

Outro participante foi o Paulo Breinis que abordou “Reconhecendo oportunamente a síndrome de West, em síndrome de Down, favorecendo o prognóstico”. Ele, neurologista falou muito dos usos de medicamentos para a cura da Síndrome de West (A síndrome de West, ou espasmos infantis, é uma forma de epilepsia que se inicia na infância. É caracterizada pela tríade: espasmos infantis, hipsarritmia e retardo mental. Tem como causas mais comuns a esclerose tuberosa e a anóxia neonatal.)

O evento contou com o palestrante internacional Yvews Leveque, que abordou “Homeopatia como oportunidade na intervenção da suade”, ressaltando várias fórmulas que ajudam no comportamento físico e psicológico de crianças e adultos.

Encerrando o Dr Zan Mustachi, geneticista e pediatra, especialista na SD falou doas avanços clínicos para a SD.

Um dia repleto de conhecimento e muito aprendizado. Muitos estudos estão sendo feitos e os avanços nos últimos anos são grandes, trazendo para as famílias e pessoas com SD mais qualidade de vida. Ressaltando que a inclusão e sim possível e que todos são diferentes, mas nem por isso não podem  alcançar seus sonhos e estarem inseridos como cidadãos na sociedade.

 

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