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Dia de consulta com a audiologista

Na última sexta-feira (14), O Chico passou por uma avaliação audiológica infantil condicionada com a fonoaudióloga Maria Paula Roberto. Dois procedimentos principais compõem esta avaliação que foram detalhadas abaixo:

“Ele passou pelo exame de Imitanciometria, que analisa a condição da orelha média. A audiometria infantil condicionada é a obtenção de respostas para estímulos de tom puro em cada uma das orelhas, explicou Maria Paula.

Em cabina acústica o Chico condicionou as respostas por meio de jogo de encaixe à presença dos sons. “Respondeu com audição normal para todas as frequências, e para o estímulo de fala na orelha esquerda. Já na orelha direita o resultado foi compatível com perda severa/ profunda”, detalhou.

Mas o que é?

Segundo a Maria Paula, a Imitanciometria avalia a complacência (flacidez ou rigidez) da membrana timpânica, os limiares dos reflexos do tímpano e também a transmissão pelos ossículos do ouvido médio (martelo, bigorna e estribo). É um exame rápido e não causa dor. Ele serve para complementar as informações da Audiometria, é composto pela Timpanometria e Pesquisa do reflexo acústico.

“A primeira é para observar a integridade da membrana timpânica, as estruturas da orelha média e tuba auditiva. Já a pesquisa do reflexo acústico detecta as condições da orelha média até a região do complexo olivar superior, é uma contração involuntária dos músculos da orelha média em resposta a um estímulo sonoro intenso”, explicou a fono.

Como é feito?

Uma pequena sonda é colocada no conduto auditivo externo em uma das orelhas e um fone na outra. Através da sonda é injetada uma ligeira pressão no conduto auditivo externo, e pelo fone o paciente ouve os estímulos sonoros.

Sobre a Audiologia

É uma especialização da área da Fonoaudiologia que estuda os distúrbios de comunicação oriundos do sistema auditivo. Esse especialista trata problemas relacionados à captação, percepção e interpretação de sons provenientes de diversas origens. O profissional é responsável pelo diagnóstico e tratamento de tais disfunções.

Fontes: www.tuiuti.edu.br

www.einstein.br

www.aparelhoauditivo.com

Caiu o primeiro dente de leite do Chico

Agosto começou com novidade por aqui. No último domingo (02), caiu o primeiro dente de leite do Chico, que está com seis anos. Desde pequeno ele passa com a Dra. Fabiane Bittar, na Clínica Sorrisinhos. Nesta idade é normal que caiam os primeiros dentes de leite, mas sabemos que, em crianças com síndrome de Down, pode demorar um pouco mais.

Como explica a Dra. Fabiane no capítulo de odontologia, no guia do bebê com T21 (trissomia 21): “Sabe-se que existe erupção dental tardia na T21, e o primeiro dente pode erupcionar, muitas vezes, até 3 anos de idade…”.

Devido a essa condição a sequência da erupção do dente permanente também pode ser alterada. Logo, é possível que a criança complete 8 e até 9 anos e os dentes permanentes e primeiros molares não surjam. O Guia Cuidados com a Saúde Bucal, organizado pelo Movimento Down, traz muitas informações sobre todas as fases na T21.

Na última quinta-feira (06), levei o Chico e a Maria Antonia à consulta com a Dra. Fabi e ela explicou um pouco mais esse processo. Ela disse que, devido a erupção tardia, muitas vezes o que acontece é que os dentes de leite ainda nem caíram e os permanentes começam a aparecer. Neste caso, ela explicou que é necessária a extração dos dentes de leite para que os permanentes não venham mal posicionados.

Nas crianças com T21 também é bem comum que ocorra a má oclusão dentária (desalinhamento). A Dra. Fabi explicou, em consulta, que o motivo mais comum para isso acontecer é a atresia de maxilo. O que é isso? A parte superior da arcada é pequenininha. Por isso, desde de cedo, ela começa com o forma de prevenção a expansão maxilar.

No caso do Chico está acontecendo justamente isso, está vindo o permanente e o de leite ainda não caiu. Como está muito durinho a Dra. Fabi decidiu esperar mais uns dez dias. Caso depois desse tempo o de leite ainda permaneça da mesma forma, ela fará a extração para o permanente poder nascer normalmente.

Há seis anos, o Chico passava pela cirurgia de correção da Tetralogia de Fallot

Por conta dos defeitos cardíacos, aos quatro meses ele fez a cirurgia de correção

Hoje comemoro o renascimento do Chico. Há seis anos ele fazia a cirurgia de correção no coração. Ele é um cardiopata corrigido. Escrevo com muita emoção e alegria, sentimentos de uma mãe orgulhosa, que hoje vê tudo o que o filho passou e comemora suas vitórias. A cirurgia foi uma nova etapa em nossas vidas.

O Chico, tão pequeno, já mostrou a sua força e nos ensinou mais uma vez o que importa nesta vida. Ele nasceu com a Tretalogia de Fallot. Uma condição rara causada por uma combinação de quatro defeitos cardíacos presentes no nascimento. Em pessoas com síndrome de Down a Tretalogia costuma ser mais comum.


Aos quatro meses ele fez o procedimento de correção. Foram seis horas de cirurgia, ele operou com 5,900 kg. Eu desci com ele para centro cirúrgico às 8h da manhã. Quando foi às 13h30 ele estava saindo. Ele não precisou trocar a válvula do coração. Isso foi muito bom, porque é bem provável que não tenha que passar por uma uma nova cirurgia na adolescência, que é a fase onde o jovem dá um estirão e o coração também cresce.


Depois da cirurgia ele ficou quatro dias na UTI, depois foi para o quarto. Com oito dias após ter passado pelo procedimento, ele veio para casa só com o diorético para desinchar. Desde que veio do hospital nunca precisou tomar medicamento pós-cirúrgico. Durante os primeiros seis meses o Check-up era mensal. Depois passava a cada quatro meses, que diminuiu para seis meses. Hoje ele já está passando anualmente, para fazer o eco e o eletrocardiograma, a fim de monitorar a parte cardiológica. Ele está estabilizado e muito bem.


No início, a previsão para vir para casa era de 20 dias, ele veio com oito. Isso é um feito emocionante. No pós-cirurgia, 24 horas depois que foi desentubado, ele já mamou no peito. Sua recuperação foi muito rápida. Ele estava exatamente com quatro meses. Não teve nenhuma intercorrência.


A cirurgia é bem invasiva. Abriu o peito, mas tudo seguiu muito bem.
Na sala, estavam dois cirurgiões, um clínico cardiologista, dois anestesistas e mais dois profissionais. Era uma equipe com umas setes pessoas. Nas primeiras 24 horas não dormimos com ele, porque a equipe do Dr. José Pedro fica o tempo todo acompanhando. Mas no dia seguinte fiquei o tempo todo ao seu lado.

Foram momentos de muitas emoções, graças a Deus deu tudo certo! Hoje, depois de seis anos, cantamos parabéns ao Chico. Celebramos sua vida, sua saúde, sua vitória!

Pandemia: como estamos lidando?

Em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus, nos unimos e nos fortalecermos enquanto família e rede.

Este cenário de pandemia é algo novo para todos nós, mas precisamos lidar com isso e refletir sobre o que estamos passando. O mais difícil é saber como se comportar diante das crianças. Aqui em casa, por exemplo, temos uma rotina. Horário de acordar, tomar café, ir as atividades e, no caso do Chico, ir às terapias, e mais tarde à escola. Depois que as aulas e atividades foram suspensas surgiu o desafio de conciliar tudo no mesmo ambiente. As crianças estão em casa, eu estou e o papai também.

O primeiro desafio foi explicar que não estão de férias e estamos em casa para não ficarmos doentes. Essa é a recomendação que muitos especialistas dão, claro que vai de acordo com a idade de cada criança. A maneira para explicar não deve ser em tom de susto e sim para informar, tudo isso numa linguagem adequada. Outro ponto é entender que a maioria das famílias estão passando por isso.

Por aqui, as reuniões de trabalham continuam, tudo online. Às vezes tem uma criança no colo, o outro quer falar e a outra participar. Risos.  Mas vejo isso como algo positivo. Somos humanos, temos filhos e isso é real. Estamos vivendo um momento onde preservar a saúde da família é o mais importante e vamos nos adaptando.

Tenho lido bastante informações e acessado muitos conteúdos. Assim como disse o pediatra responsável pelo ambulatório de prematuridade do Hospital Albert Einstein, Dr. Guilherme de Abreu, mais cedo, numa live que fizemos juntos na ONG Nosso Olhar, o momento agora é de se alimentar bem, tentar manter a mesma rotina, hidratar-se e cuidar da saúde.

Cada vez mais tenho trabalhado para o coletivo e agora é o momento para fortalecer isso. Aqui em casa, estou propondo diversas atividades para as crianças fazerem e outras que envolvam toda a família. A Campanha “Nós decidimos”, que lançamos nesta semana retrata bem isso. Chamamos as famílias para fazerem juntas. A ideia é aproveitar as nossas redes para levar informação e compartilhar ideias com muitos pais.  

A primeira experiência que tivemos em casa foi com um material da Faber Castell. Compramos a caixa de esponjas divertidas, um kit da linha ‘Creativity For Kids’. O material é ótimo para explorar o lúdico, a imaginação e deixar que eles coloquem a mão na massa. Além da diversão, as crianças aprendem as cores, as formas e trabalham com várias texturas. O material é lavável e atóxico. No kit vem as tintas guache, as esponjas e o rolinho. Com certeza ajuda no desenvolvimento deles.

A atividade foi muito bacana. As crianças desenharam, pintaram, criaram, se sujaram e foi tudo muito divertido. A tinta lavável nos tirou qualquer preocupação. Por falar em Faber Castell, a empresa está com uma iniciativa muito bacana nas redes sociais. Pensando nesse momento de ficar em casa, liberaram acesso gratuito a todos os cursos da plataforma online. Lá, há diversas opções para estimular a criatividade, para adultos e crianças. Neste link, você pode acessar os cursos e deixar a imaginação florescer!

Coronavírus: como estamos nos prevenindo

Por aqui os cuidados já estavam sendo tomados, agora é hora de intensificar.

Há duas ou três semanas tenho praticado alguns hábitos em casa para garantir que as crianças mantenham a imunidade alta. Já nos alimentávamos bem, sempre comemos verduras, legumes e frutas. As atividades físicas também sempre fizeram parte das nossas rotinas, tanto a nossas, pais, como no dia a dia das crianças.

O nosso trio já consumia castanhas e introduzíamos na água cinco gotas de extrato de própolis sem álcool- pela manhã e à noite. Agora, estamos suplementando com zinco (biozinc) e potencializamos o consumo de vitamina C, dando suco de laranja pela manhã e também gotinhas de Cewim.

E, por recomendação da Dr. Patrícia Salmona – que é pediatra das crianças – eles tomam uma vez por semana o Oscillococcinum, um fitoterápico. Temos o costume de limpar bem o nariz de cada um deles, para as vias nasais estarem livres.

Usamos uma mistura de um vidrinho de soro com 4 ml de água rabelo, que é natural. Passamos antes deles saírem de casa e quando retornam. Outro ponto importante é pensar na hidratação. Nós incentivamos que ele tomem bastante água.

A higienização das mãos também é fundamental. Sempre mandamos um potinho de álcool em gel na mochila e na lancheira. Agora, mais do que nunca, é necessário. Toda a parte de assepsia também já estava sendo feita.

Na última semana, providenciamos a reserva da vacina da gripe em uma clínica do bairro que moramos, pois também há muitos casos de H1N1. Assim que chegarem, vamos vaciná-los. Então, é sempre importante lembrar: Imunidade alta é resultado de boa alimentação e bons hábitos!

Vamos nos cuidar!

Ilustração: Freepik (com adaptação e tradução)

Artrite Juvenil: o tratamento do Chico

Durante quatro meses ele passou por acompanhamento com a Dra. Maria Carolina dos Santos.

Em julho deste ano, notamos que o Chico começou a puxar a perna ao andar. Ele melhorou, então não gerou grandes preocupações. Mas, algumas semanas depois ele passou a puxar novamente. Logo marcamos uma consulta com a Dra. Patricia Salmona, pediatra que atende ele desde pequeno. Ela recomendou levá-lo ao ortopedista.

No mesmo mês o levamos ao Instituto Vita , que fica dentro do estádio do Morumbi. O Chico havia feito uma radiografia e o Dr. Breno Schor pediu uma ultrassonografia. Ele fez uma análise e diagnosticou uma sinovite transitória, que é bem comum depois de um quadro viral. A do Chico era no quadril. Algo transitório, nada grave. Ele fez o uso de medicamento anti-inflamatório.

Dr. Breno Schor

O Dr. Breno foi um querido, fez um ótimo atendimento. O Chico repousou mais, descansou e evitou grandes esforços físicos. Nas aulas de psicomotricidade, o personal kids, Paulo Borba, que já acompanha o Chico há um bom tempo passou a trabalhar com atividades que não forçavam tanto a musculatura. A inflamação era na bacia e na coxa direita, o Chico não podia fazer atividades de alto impacto.

Chico o personal Paulo Borba

Logo depois, ele passou com a Dra. Maria Carolina dos Santos, reumatologista pediátrica, que fez o último diagnóstico, o de artrite reumatoide juvenil, bem comum em crianças com síndrome de Down. Para chegar ao diagnóstico, o Chico passou por uma ressonância magnética da coluna e quadril. O nome é Ressonância de articulações-sacroilíaca, ele fez no hospital. Precisou de sedação e tomou anestesia geral.

Durante esse processo, ele também fez alguns exames de sangue, como medidores de marcadores de doenças autoimunes e também um medidor de um fator genético que se chama hlba27, que é um fator genético que ele tem positivo. Com esse fator positivado, pode surgir a artrite, é uma possibilidade. O Chico desenvolveu.

Dra. Lúcia Campos e o Chico

O diagnóstico foi confirmado através da ressonância com contraste e exames laboratoriais como parâmetros de doenças autoimunes e o medidor, antes citado. O mais importante, ele estava fazendo acompanhamento com a pediatra, a reumatologista e o ortopedista. Também passamos com a Dra. Lúcia Campos, reumatologista pediátrica para uma segunda opinião. Foi uma indicação do Dr. Alessandro Lianza, médico cardiologista do Chico. O diagnóstico foi o mesmo.

Durante quatro meses, ele passou por acompanhamento com a Dra. Maria Carolina, reumatologista pediátrica. Ele usou o anti-inflamatório Naproxeno e o Label – um medicamento para não ocorrer nenhum efeito no estômago. Durante o tratamento as medições de sangue foram fundamentais para ver fatores hepáticos e renais e garantir que não ocorresse nenhuma alteração.

Graças a grande rede e com as profissionais da escola que, também demonstraram bastante cuidado de acordo com o diagnóstico, deu tudo certo. A fisioterapeuta Isabelle conversou com o Paulo e também com as professoras de sala e de educação física do Colégio Pio XII. A escola se mostrou bastante aberta às adaptações necessárias.

Nesta semana, ele parou de tomar o anti-inflamatório e agora continua na psicomotricidade para trabalhar o fortalecimento muscular. Além disso, ele vai continuar a tomar Magnésio com Zinco e DHA- um ácido graxo do tipo ômega-3, fundamental para o desenvolvimento e manutenção da saúde.

Agora temos que trabalhar bastante a parte muscular, manter ele bem ativo e fortalecido para que não entre novamente em um crise inflamatória. Então, é fundamental ter acompanhamento profissional. O professor Paulo e a fisioterapeuta que ele passa, Roberta Mustacchi também conversaram durante todo esse processo. Ele passa por uma supervisão a cada seis meses com a fisioterapeuta para fazer uma avaliação completa.

Agora ele está muito bem. Os trabalhos conjuntos dos profissionais e do professor Paulo têm sido muito importantes para o fortalecimento do Chico.

Cinco anos da cirurgia do Chico

Sempre digo que o nascimento do Chico mudou a minha vida, do pai e de toda a nossa família. Hoje celebramos uma data muito especial. Na época foram muitas as incertezas e dúvidas, mas sempre acreditamos. Após cinco anos comemoramos a saúde do nosso filho. Quando ele tinha apenas quatro meses, nesta mesma data, passou por uma cirurgia para corrigir a cardiopatia e essa foi a primeira etapa dessa vida cheia de descobertas.

Foi graças ao Chico, que passei a dedicar-me em mudar as vidas de outras famílias. Apoiando, levando informações e mostrando que a pessoa com síndrome de Down pode ser o que ela quiser, dentro do seu próprio tempo.

Cardiopatia e a Síndrome de Down

Segundo o Guia do bebê com síndrome de Down, escrito pelo Dr. Zan Mustacchi, cerca da metade das crianças nascidas com síndrome de Down apresentam alguma complicação no coração ao nascer. São más-formações estruturais, que ocorrem nos três primeiros meses da gravidez e nem sempre são detectadas pelo ultrassom.

Apenas o ecocardiograma fetal bimensional com Doppler acoresor (ECO) pode determinar com exatidão a existência de um problema cardíaco. Na décima segunda semana de gestação é possível medir a translucência nucal através de um exame de ultrassom. Quando as medidas são maiores que 3 mm caracterizam algum problema congênito e, nesse caso, normalmente é recomendado um cariótipo (exame genético) e a realização do ECO fetal.

Tetralogia de Fallot

No caso do Chico, a cardiopatia era congênita cianogênica de hiperfluxo pulmonar (Tetralogia de Fallot). Os sintomas mais recorrentes são as crises de cianose (arroxeamento da pele). Esses desencadeados principalmente pelo esforço físico, nos casos de anemia, nos processos febris e nos casos de desidratação.

Neste caso não pode haver restrição no consumo de líquidos. É importante que a criança portadora de T4F esteja sempre bem hidratada e tenha sempre oferta de líquidos, porque a cardiopatia dificulta o fluxo de sangue para o pulmão e é preciso aumentá-lo.

Cirugia

A Tetralogia de Fallot só pode ser corrigida por meio de cirurgia. Normalmente é aguardada a idade de 6 a 12 meses para realizá-la, sendo feita a correção total do defeito.

Nos casos em que há muita crise de cianose com risco de morte, a cirurgia pode ser feita antes disso e a operação é paliativa, chama-se Blalock-Taussig modificado – coloca-se um tubo ligando a artéria aorta à pulmonar, possibilitando maior fluxo sanguíneo para o pulmão. Quando a criança estiver mais velha, é feita a cirurgia para a correção total.

Fonte: Guia do bebê com síndrome de Down, escrito pelo Dr. Zan Mustacchi e Movimento Down

Dia Nacional do Teste do Pezinho

A data de hoje, 6 de junho, é a escolhida para reforçar a importância do  Teste do Pezinho. O Ministério da Saúde recomenda que seja realizado entre o 3º e 5º dia de vida do bebê. O Teste é um exame obrigatório para todos os recém-nascidos, pois detecta várias doenças.

O período para coleta do teste do pezinho foi preconizado devido ao rápido início dos sinais e sintomas de três das seis doenças detectadas pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), como o hipotireoidismo congênito, hiperplasia adrenal congênita e fenilcetonúria.

Quando há alteração no resultado, a família é contatada pelo serviço de referência em triagem neonatal e o bebê é reconvocado para fazer novos exames, que podem confirmar ou excluir o diagnóstico.

O Ministério da Saúde alerta que todas as doenças investigadas, se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente, podem levar a quadros clínicos graves, como o atraso do desenvolvimento neuropsicomotor.

O Sistema Único de Saúde (SUS) atualmente cobre a realização dos exames que detectam até seis doenças no Teste do Pezinho (fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita). Mais há testes mais completos.

APAE

Em São Paulo, o laboratório da APAE, referência em todo o País, oferece testes ampliados, que podem detectar até 50 doenças graves, incluindo falhas imunológicas que podem levar ao óbito, caso não sejam tratadas precocemente. Para demonstrar a importância do teste e reforçar a data, a APAE DE SÃO PAULO e a União Nacional dos Serviços de Referência em Triagem Neonatal lançaram a terceira edição da campanha Junho Lilás.

O objetivo é conscientizar a população sobre a importância de realizar a triagem neonatal após as primeiras 48 horas do nascimento e até o 5º dia de vida do bebê, além de enfatizar a necessidade de ampliação do número de exames cobertos. O conceito da campanha foi desenvolvido, voluntariamente, pela Agência Plug.

Até o dia 10/06, pontos turísticos e monumentos da cidade de São Paulo estarão iluminados em apoio à campanha. A apresentadora, Ticiane Pinheiro, que está grávida, também aparece como uma das apoiadoras da causa.

Com informações do Ministério da Saúde, Agência Brasil de Notícia e APAE-SP

Foto: Freepik

Um dia de consultas gratuitas com a Dra. Patrícia Salmona

A parceria da ONG Down é Up com a pediatra e geneticista disponibilizou atendimentos gratuitos para cinco famílias

Na última quarta-feira (22), em parceria com a Dra. Patrícia Salmona, pediatra e geneticista, foram realizados cinco atendimentos gratuitos para pacientes com síndrome de Down e suas famílias, no Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo (CEPEC).

A médica cedeu esses horários para conhecer as famílias, levar informação, tirar dúvidas, ver o estado de saúde e, se possível, tentar encaminhar para outros atendimentos em locais que disponibilizam vagas gratuitas.

Entre as famílias atendidas, quatro eram de crianças e uma de um adulto. A primeira atendida foi a Bela, de dois anos e oito meses. A família da menina saiu de Guarulhos para ir até a clínica, que fica no Morumbi. Entre as principais dúvidas da mãe, Andrea, foi citada rapidamente a alimentação e depois o desenvolvimento da criança.

A pequena Sarah, que completa dois meses no dia 28, foi a segunda atendida. A mãe, Pricila, foi acompanhada da tia, Camila. Elas saíram de Franco da Rocha para a consulta. A mãe descobriu que a filha tinha síndrome de Down apenas quando ela nasceu. Por ter sido uma surpresa, ela não teve como buscar informações e disse que a consulta seria ótima para esclarecer dúvidas sobre quando a bebê irá andar, falar, quais cuidados ter, como será o acompanhamento e como será a alimentação.

Pricila e a irmã, Camila segurando a Sarah

Caçulinha entre os atendidos, o Samuel que completa seu primeiro mês no dia 30, foi diagnosticado com síndrome de Down ainda na barriga da mãe, Daiana. Ela e o marido já são pais de uma menina. O bebê tem cardiopatia e deve passar por cirurgia quando ganhar mais peso, próximo de seus seis meses de idade. Os pais estavam com bastante dúvidas em relação aos estímulos, eles queriam entender como fazer e quando começar. As dúvidas em relação a cardiopatia e alimentação também foram citadas.

O pai e a mãe do Samuel

O Bernardo, de oito meses, foi o terceiro atendido. Os pais já têm outros filhos, e vieram de Pirassununga- interior de São Paulo-, para o filho passar por consulta. As dúvidas da mãe, Bruna, eram desde coisas mais simples como a fala e o engatinhar até questões como o desenvolvimento, a alimentação e a imunidade.

Os pais do Bernardo

O último atendimento foi ao senhor José Luís, de 52 anos. Ele foi acompanhado da mãe, a dona Amélia de 94 anos e de sua cuidadora. A família trouxe uma nova questão, o envelhecimento. Segundo a mãe, ele tem apresentado o Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). As noites mal dormidas também têm sido parte da preocupação.

A família do José Luís

Ao final de cada consulta perguntei a cada família como foi e quais seriam os próximos passos. Todas ficaram muito felizes e satisfeitas. Elas receberam orientações, indicações de atendimento e tratamento, dicas de como lidar e muitas dúvidas foram sanadas.

Aqui fica o nosso agradecimento à Dra. Patrícia, que dedicou um dia inteiro de sua agenda aos atendimentos gratuitos. Essa ação foi pensada e realizada com muita alegria e satisfação. 

Ministério da saúde lança a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe

A meta da campanha é levar 58 milhões de pessoas aos postos de vacinação em todo o país, até o dia 31 de maio. Gestantes e crianças são prioridade, até o dia 18 de abril.

Começou na última quarta-feira (10), a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza em todo o país. O lançamento oficial foi feito pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em Porto Alegre (RS). A pasta pretende vacinar 58,6 milhões de pessoas, entre os dias 10 de abril e 31 de maio. Para isso, foram enviados aos estados 63,7 milhões de doses da vacina.

Até o dia 18 de abril, serão priorizadas crianças e gestantes, grupos mais vulneráveis às complicações causadas pela influenza. Neste ano, a faixa-etária do público infantil foi ampliada, de até 5 anos para até menores de 6 anos, incluindo 2,8 milhões de crianças na campanha. Neste ano, também, gestantes e crianças poderão atualizar as demais vacinas previstas na Caderneta de Vacinação.

A partir do dia 22 de abril, a vacinação contra influenza se estenderá também aos demais públicos-alvo da campanha, que são: trabalhadores de saúde; povos indígenas; puérperas (mulheres até 45 após o parto); idosos (a partir dos 60 anos); professores, pessoas portadoras de doenças crônicas e outras categorias de risco clínico, população privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medida socioeducativa, e funcionários do sistema prisional, além das gestantes e crianças de seis meses, a menores de seis anos (5 anos, 11 meses e 29 dias). O dia D de mobilização, em que postos de todo o Brasil estarão abertos, será no dia 4 de maio.

O Ministério da Saúde tem como objetivo vacinar pelo menos 90% de cada um dos grupos prioritários. A escolha dos grupos que receberão a vacina segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa definição também é baseada em estudos epidemiológicos e no comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. Por isso, são priorizadas as populações com maior chance de complicações e óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Durante a campanha, estarão funcionando no país 41,8 mil postos de vacinação, com o envolvimento de 196,5 mil pessoas e a utilização de 21,5 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais. A vacina produzida para 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem o imunobiológico, e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS: A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09; A/Switzerland/8060/2017 (H3N2); B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Victoria/2/87). A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações e óbitos. 

São Paulo

Em São Paulo, a expectativa da Secretaria de Estado da Saúde é imunizar 90% da população-alvo de 13,2 milhões de paulistas contra o vírus Influenza.

Considerando todo o território paulista, a meta é atingir a cobertura vacinal mínima de 90% entre os grupos prioritários, a saber: mais de 4,9 milhões de idosos (pessoas com 60 anos ou mais); aproximadamente 3 milhões de crianças com idade a partir de seis meses e menores de seis anos de idade; 1,3 milhões de profissionais de saúde; 451 mil gestantes e 74 mil puérperas (com até 45 dias após o parto), além de  pessoas com comorbidades, como asma, diabetes, imunodeprimidos e outros.

As ações serão desenvolvidas em mais de 11,4 mil postos de vacinação em todo o Estado, entre postos fixos e volantes, com a mobilização de mais de 39 mil profissionais. No dia 4 de maio, o “Dia D” de vacinação, os postos funcionarão no sábado, das 8h às 17h.

“A vacinação contra o vírus Influenza é fundamental para evitar complicações decorrentes da gripe, otites e sinusites”, explica a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.

A vacina é produzida pelo Instituto Butantan, unidade vinculada à Secretaria, que neste ano disponibilizou 64 milhões de doses ao Ministério para a realização da campanha em todo o Brasil. Segundo recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde), a vacina de 2019 irá prevenir a população alvo contra o vírus Influenza dos tipos A (H1N1), A (H3N2) e B.

Conforme preconiza o governo federal, somente casos de gripe grave, caracterizados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), independentemente do tipo, são de notificação obrigatória no país. Em 2019, até 3 de abril, foram 27 casos e nenhum óbito. No ano passado, foram notificados 2.568 casos de SRAG no Estado relacionados ao vírus Influenza, causador de gripes, e 581 óbitos. 

Etapas da campanha de 2019

Etapa 1: a partir de 10 de abril, para crianças com idade maior que 6 meses e menor que 6 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); haverá também atualização da carteira vacinal para esses grupos;

Etapa 2: a partir do dia 22 de abril, para trabalhadores de saúde, idosos (com 60 anos ou mais), indígenas, pacientes diagnosticados com doenças crônicas, professores, e outros;

Dia D: 4 de maio, para todos os grupos do público-alvo.

Com informações da Agência Saúde (Ministério da Saúde) e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.