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Três anos da Maria Antonia

Hoje comemoramos os três anos da nossa caçula. A nossa Nunu. A Maria Antônia é aquela menina super independente. Ela troca de roupa cinco vezes por dia. Ao acordar, tira logo o pijama e deixa em cima da cama. Coloca a primeira roupa, depois troca por uma fantasia, trocas os acessórios e, se deixar, ela monta vários “looks” na semana.

Se maquia e não é uma produção simples, ela gasta alguns minutos só com o batom. Troca de sapato algumas vezes, mas é muito objetiva e prática. É decida e sabe o que quer. Nem parece que está completando apenas três anos.


Ela é muito carinhosa, tudo que o Chico pede, ela faz. Seu jeito é bem mais energético em comparação com os irmãos, é bem mais agitada. Sempre digo: “É uma moleca”! 😂 Ela é extremamente vaidosa, escolhe tudo o que vai usar.


Ao mesmo tempo que ela arruma boas brigas com o Chico, também o proteje bastante. O acolhe se ele chora, ajuda com a mochila se ele pede. Mas também não dá mole. Ela não gosta de drama. Se cai, logo levante e ainda diz que não dói.


Ela é desbravadora, não tem medo de nada. Quando começou a andar, com 11 meses, foi assim: não andou apenas, levantou e saiu correndo.
Ela herdou o meu ritmo. 😂
Toda a sua energia contagia.

Antonia é uma das nossas alegrias!

Te amamos ❤️❤️

Arraial da Maria Antonia

Neste final de semana fizemos um arraial para celebrar os três anos da nossa Nunu

A nossa caçula, Maria Antonia, faz aniversário no dia sete de julho, amanhã. Mas, como vamos viajar para ficar mais perto da natureza e aproveitar as férias escolares, resolvemos comemorar antes.

Neste ano, tudo foi diferente das tradicionais comemorações com a presença de vários amiguinhas e amiguinhos. Só estávamos nós da família, a babá e duas amigas. Mesmo assim, tomamos todo o cuidado para as crianças entrarem e permanecerem com segurança. Optamos em fazer assim para não gerar qualquer aglomeração.

Mesmo assim, as crianças se divertiram. Brincaram com os brinquedos tradicionais das festas juninas, pescaria, a boca do palhaço e o tomba latas. Também comeram pipoca, tortas, pão de queijo, paçoca, cocada e os docinhos de aniversário.

A decoração, brincadeiras, prendas e doces que deram todo o clima de festa junina foram feila pela Cris, da Vila Brincarte. O bolo, as pipocas doces, quiche e coxinhas deliciosas foram feitas pela Salete, da Salete Diniz Patisserie. As outras coisas como pipoca, canjica e pão de queijo foram feitas em casa. E para completar, as roupas de caipira das crianças e da mamãe foram feitas pela Coisas da Tita, que deu um toque especial à comemoração.

Arte, música e culinária

Um resumo do final de semana que foi cheio de atividades animadas.

O nosso final de semana foi agitado. As crianças tiveram experiências com três artes diferentes, a de pintar, dançar e cozinhar. Sim, aqui tudo é uma verdadeira arte!

Primeiro colocamos tudo na sala, arrumamos a mesinha, as crianças colocaram aventais e começaram a atividade de pintura. Cada um com sua folha, mas dividindo as tintas no godê e a água.

Depois foi a vez da nossa última descoberta o Tik Tok, escolhemos uma boa música e a galera começou a remexer. É sempre bom movimentar o corpo, né? Principalmente neste período de pandemia, passando tanto tempo dentro de casa.

Para aproveitar o finalzinho da tarde preparamos um delicioso bolo de cacau sem farinha de trigo. Usamos o Cacau em pó 100%, ovos, farinha de aveia e manteiga ghee. As crianças ajudaram e aproveitaram a bacia e a colher para se deliciarem, o que já é uma antiga tradição, não é mesmo?

Depois foi só saborear o bolo depois de pronto. Passou rápido, mas ele aproveitaram bem. Hoje já voltou a rotina das aulas e atividades online.

Depois de 40 dias na quarentena…

Mais uma semana em casa com as crianças, as adaptações escolares continuam. Tanto as aulas quanto as terapias estão sendo feitas online. Aos poucos todos estão se adaptando.

A quarentena tem sido de muitas surpresas por aqui. Nesta segunda-feira (27), o Chico começou o dia fazendo limpeza. Ele pediu e eu deixei.

Depois conseguimos fazer as atividades de Terapia Ocupacional com a Valéria. Ele também fez atividades de matemática com a professora Dani, do Pio XII.

Eram exercícios do livro. Lembrando que, o Chico tem entrado um pouco antes do restante da turma, pois faz primeiro as atividades com as adaptações e materiais.

Depois ele participa da abertura da aula com todos, vê os amigos e sai. Mais tarde ele volta para o encerramento. E assim, termina mais um dia de quarentena e estudos em casa.

Aulas de música online

Com o cenário de pandemia de Covid-19 todas as aulas presenciais foram canceladas na Intermezzo, desde a última terça-feira (17). Rapidamente a escola se organizou e montou um plano de aulas online. Tiveram que se adaptar rapidamente à quarentena e os professores passaram a marcar horários com os alunos.

Na última sexta-feira (20), começamos a testar. O Chico e a Maria Clara têm aulas com o professor Rodolfo, já a Maria Antonia tem aula de iniciação musical, com a professora Mel.

Na primeira experiência, o professor Rodolfo mostrou alguns objetos, alguns animais, cantou e tocou piano. A Antonia participou do começo, mas ela e a Maria Clara não quiseram ficar. Até a “Fazendinha” do Mundo Bita cantaram juntos.

O Chico até participou mais, estava mais empolgado, cantou um pouco, acompanhando o professor no primeiro momento, mas só conseguiu ficar concentrado por 20 minutos. Acontece, né?

Ontem (segunda-feira), o professor mandou alguns vídeos para tentarmos trabalhar com eles. Estamos tentando. A Intermezzo está mandando vídeos para eles não ficarem sem contato com a música e o professores estão abrindo seus horários para aulas marcadas.

A nossa primeira experiência não durou muito tempo. Estamos nos adaptando e tentando manter uma rotina, o que é mais importante para eles não perderem o ritmo do dia a dia. Nos próximos dias volto para contar se evoluímos!

Campanha “Nós Decidimos”

Nós decidimos reunir toda a família para embarcar nesta campanha

No próximo dia 21 celebramos o dia Internacional da Síndrome de Down. Neste ano, a organização Down Syndrome International escolheu falar sobre autonomia, trazendo como tema de mobilização a frase: “Nós Decidimos”. É hora de refletir sobre a autonomia das pessoas com a Trissomia T21. Elas devem fazer suas escolhas!

Por aqui temos o Chicão, um garoto decidido e cheio de opinião. Ele sabe muito bem o que quer! Convidamos vocês para fazerem essa atividade com os seus filhos.

Em meio a este cenário delicado, podemos fazer uma mobilização diferente, com uma atividade que inclui as crianças. Imprima o PDF logo abaixo, peça para elas fazerem seus desenhos e escreverem por cima do título da campanha, que está em amarelo.

Depoi tire uma foto e marque o nosso perfil @chicoesuasmarias em suas redes sociais. Use as hashtags: #NosDecidimos #SouMaisUmSouMaisDown #JuntosSomosMaisFortes

Projeto “Iniciativa Kids, conectando famílias”

Você já conhece a “Iniciativa Kids, conectando famílias”? Se não conhece, essa é a oportunidade para conhecer. A “Iniciativa Kids” é um projeto exclusivo da Best Buddies Brasil. Apesar da instituição existir em vários países, esse programa só existe aqui. A ideia surgiu com o propósito de buscar a inclusão social de crianças com deficiência intelectual.

O projeto tem como premissa conectar famílias de crianças de 0 a 5 anos com e sem deficiência intelectual formando duplas de amizade. O objetivo é que as famílias participem de eventos mensais para receberem informação, discutirem e levarem conhecimento para suas comunidades.

Assim, será possível que cada uma dessas famílias difunda esse trabalho e a inclusão de pessoas com deficiência intelectual passe a acontecer em mais lugares. Só com informação é possível desmistificar conceitos errados e levar conhecimento.

Para que o projeto continue e seja expandido para mais famílias, os organizadores precisam de ajuda. Cada contribuição é um passo para manter essa iniciativa tão bacana. Para ajudar, acesse o site:https://benfeitoria.com/bestbuddiesbrasil

Não conhece a Best Buddies? Ela é uma organização sem fins lucrativos, que busca a inclusão social de pessoas com deficiência intelectual. A instituição nasceu nos EUA e hoje está em mais de 50 países, desses 14 estão na América Latina. O objetivo da Best Buddies é estimular um movimento global de voluntariado em seus programas, que têm por objetivo primordial a inclusão social das pessoas com deficiência intelectual, feita através dos seguintes programas:

‘Programa da Amizade’, ‘Programa de Trabalho’ e ‘Programa de Liderança’. No Brasil, a Best Buddies atua também com o nome ‘Melhores Amigos’. A organização se sustenta através de doações tanto de pessoas físicas quanto de empresas. 

Visitamos a Bett Educar, maior evento de educação da América Latina

Na última semana, entre os dias 15 e 17 de maio, aconteceu a Bett Educar, maior evento de educação e tecnologia da América Latina. Nós, a mamãe e o Chico, fomos convidados pela Tix Tecnologia Assistiva, uma Start-up, para conhecer o Teclado Tix. Além disso, o convite se estendeu para participarmos da apresentação no Estande do Sebrae, e é claro que aceitamos.

Fomos na quinta-feira (16), logo na entrada foi possível ver o tamanho da feira e ter noção da quantidade de empresas participantes. São mais de 230 empresas nacionais e internacionais, mais de 19 startups do setor e cerca de 22.000 participantes da comunidade educacional, de todos os estados brasileiros, com o propósito de buscar inspiração, discutir o futuro da educação e o papel que a tecnologia e a inovação desempenham na formação de todos os educadores e estudantes. Essa é a descrição do próprio site do evento.

Passeando pela feira visitamos o estande da prefeitura do Recife, um dos mais preocupados com inclusão e acessibilidade. Lá, conhecemos o programa Escola do Futuro, que permite o uso da tecnologia para garantir acessibilidade de alunos com deficiência. O uso do teclado tix já é uma realidade por lá. Havia alunos com paralisia cerebral, deficiência intelectual e cadeirantes. Foi muito bacana assistir os depoimentos de alunos e familiares.

Conhecemos ainda o estande da Faber-Castell. Foi muito engraçado quando o Chico se reconheceu na televisão que passava a campanha Caras e cores. Ele quis ficar no estande por um tempo. Pintou, brincou, tirou foto e se tornou uma verdadeira atração.

Havia muitos estandes de brinquedos educativos e é claro que o Chico quis brincar em todos. Muito espontâneo, ele simplesmente tirou o par de tênis e foi brincar na piscina de bolinha da Nogueira Brinquedos. Na Pimpão, marca de brinquedos e playground, ele se esbaldou e brincou por um bom tempo. Ia descobrindo e se encantando com tudo.

Também conhecemos o programa educacional da Cel Lep. A empresa tem uma editora própria e produz o próprio material educativo. Conversamos por um bom tempo sobre inclusão com uma das representantes da empresa. Visitamos muitos outros trabalhos e estandes. Foi uma tarde muito bacana.


Jovem com síndrome de Down é aprovada na Universidade Estadual do Ceará

A adolescente será a primeira estudante com síndrome de Down a ingressar no Campus da Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iguatu

A educação pode ser transformadora. Na vida de Moliny Késsya Freitas de Abreu, de 18 anos, foi fundamental para dar os primeiros passos a caminho de seus sonhos. Ela já cursa Nutrição no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), e também alcançou uma pontuação suficiente no Enem para o curso de Geografia, mas a conquista mais recente foi a aprovação no curso de Pedagogia.

A garota de Iguatu, município da região Centro-Sul do Ceará, foi aprovada no vestibular da Universidade Estadual do Ceará (Uece), no Campus da Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iguatu (Fecli). Para a reportagem do Diário do Nordeste, a mãe de Moliny, Josefa Valdecir Abreu de Freitas, disse ser uma vitória.

A adolescente cresceu em um ambiente onde a educação sempre foi prioridade. Sua mãe é professora e duas de suas irmãs lecionam. Segundo sua irmã, Mônik Kely, ela sempre foi muito independente e se mostrou muito dedicada aos ensinamentos passados pela família. “Tivemos a preocupação de garantir a ela essa autonomia em seu desenvolvimento”, contou Mônik em entrevista ao Diário do Nordeste.

Desde cedo, Moliny foi aluna da escola da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), onde permaneceu até concluir o ensino fundamental. Ao ingressar no ensino médio, sua família optou por matricular a jovem no Liceu de Iguatu.

Nos três anos do ensino médio, a jovem destacou-se. Foi uma surpresa para o corpo docente da escola. Sua professora, Kerly Nunes, afirmou ao Diário do Nordeste: “O que mais me surpreendia nela era a participação em sala de aula. A condição dela nunca foi obstáculo para desempenhar qualquer atividade. Ela conseguia ir além. Até em seminário Moliny se destacava por ter seus trabalhos em dia e muito bem produzidos”.

Cláudia Medeiros, a diretora do Liceu, enalteceu “a base educacional” do colégio e destacou o papel da escola, que é de garantir a inclusão. “Acredito que o papel da unidade de ensino é se adaptar ao aluno que tenha qualquer necessidade para conferir a ele um ensino de qualidade”,  ressaltou à reportagem.

Segundo a família, o fato de Moliny ter nascido com Síndrome de Down representou um desafio, mas não foi recebido como algo “a se lamentar”, explicou sua mãe. O sentimento de “medo”, como contou o pai, Milton de Freitas, logo foi substituído pelo carinho.

Foto: Reprodução Facebook

Fonte: Diário do Nordeste

Visita à Adid, entidade que direciona para o mercado de trabalho

Na segunda-feira (29), conheci a Associação para o Desenvolvimento Integral do Down (Adid). Fui recebida pelo presidente, o Bento Zanzini, a vice-presidente, Maria Cecília de Bianchi, e a diretora de relações públicas, a Sueli Gago, ambos têm filhos com síndrome de Down.

Além do papo sobre os filhos, experiências, saúde, terapias, fonoaudiologia, educação, transformações e avanços até aqui, pude conhecer o trabalho deles de perto. A Associação sem fins lucrativos nasceu há 30 anos, através da união de um grupo de pais, que pensavam em desenvolver atividades que trabalhassem com deficiência intelectual. Assim, facilitariam a vida de seus filhos. No começo, eram trabalhadas as atividades lúdicas e de completariedade.

Há 15 anos no prédio atual, no Brooklin, zona sul de São Paulo, a Associação investe em pesquisa científica, aplica e divulga metodologias educacionais, com a preocupação de ter boa qualidade na aprendizagem. Hoje, a Adid tem uma forte atuação na inclusão de jovens com síndrome de Down no mercado de trabalho. A Associação recebe assistidos que podem pagar e também passou a ser assistencial, agora tem bolsistas.

O trabalho realizado é de extrema importância. Lá, há crianças, jovens e adultos. Hoje, o assistido mais novo tem seis anos e a mais velha tem 54 anos. Em 2012, a Adid inaugurou a Escola de Ensino Fundamental Antônio Francisco de Carvalho Pinto, com um programa educacional regulamentado, do 1º ao 5º ano escolar como ensino regular, mas com metodologia própria e especializada

A escola é a primeira especialista em síndrome de Down de ensino fundamental, a única reconhecida pela secretaria de educação. Além disso, tem um trabalho que completa o que é feito no ambiente escolar, por meio de orientação familiar, promovendo a integração entre a família e a escola, para ter bons resultados.

O trabalho prestado é feito por uma equipe de profissionais. Há pedagoga, assistente social, professores, psicóloga, professor de teatro e áreas culturais, fonoaudióloga, profissional de educação física, entre outros.

A Adid trabalha a educação, a integração, a socialização e a profissionalização, assim como, conscientiza a família e busca levar informações para a sociedade sobre o potencial das pessoas com síndrome de Down.

Os assistidos trabalham com atividades que vão além da sala de aula, como na horta que tem dentro da instituição. Fazem atividades de artes plásticas, pintam, desenham e criam. Participam do grupo de teatro, atuam e desenvolvem independência. E os adolescentes participam da balada, que acontece todos os anos.

Paralelamente, quando ficam mais velhos, é feito um trabalho de direcionamento vocacional. Os assistidos são preparados para o mercado de trabalho através de projetos de capacitação, como o serviço de apoio educacional e o Programa de Educação Especializada para o trabalho, bastante expressivo e com enfoque nos interesses e aptidões.

Muitos assistidos que frequentaram ou frequentam a Adid trabalham em grandes empresas, o que é um grande passo para a inclusão no mercado do trabalho.

Fotos: Divulgação Adid.

Conheça a Adid.